Edições anteriores
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Reencantar o educando: a revolução da transdisciplinaridade no ensino básico
n. 20 (20)A educação do século XXI enfrenta desafios que ultrapassam os limites das disciplinas tradicionais. Em um mundo cada vez mais interconectado, formar estudantes capazes de compreender a complexidade da realidade exige novas formas de ensinar, aprender e construir conhecimento. Em Reencantar o educando: a revolução da transdisciplinaridade na educação básica, Hubert Matte investiga as causas do distanciamento entre os conteúdos escolares e a vida dos estudantes, analisando fatores que influenciam a aprendizagem, a motivação e o engajamento no ambiente escolar. A partir de uma ampla pesquisa bibliográfica e de estudos realizados em escolas públicas, o autor demonstra como a transdisciplinaridade pode contribuir para tornar o processo educativo mais significativo, integrando diferentes saberes e aproximando-os das experiências concretas dos educandos. Com linguagem acessível e fundamentação consistente, a obra propõe uma educação que ultrapassa a simples transmissão de conteúdos, valorizando o diálogo, a contextualização, a formação cidadã e a construção coletiva do conhecimento. Este livro é um chamado para repensar a escola, revitalizar o papel do educador e devolver ao ato de aprender o encanto que lhe é essencial. Uma leitura indispensável para todos que acreditam que a educação continua sendo uma das mais poderosas ferramentas de transformação humana e social.
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Leituras em educação: cenários, desafios e dilemas
n. 19 (2026)Os textos reunidos nesta coletânea revelam a amplitude temática que caracteriza os estudos educacionais atuais. Longe de se restringir aos espaços formais de ensino, a educação é abordada em suas múltiplas interfaces com a literatura, a cultura digital, as políticas públicas, a inclusão, a formação docente, as metodologias inovadoras, os processos de comunicação e os debates epistemológicos que sustentam a produção do conhecimento. Trata-se de um conjunto de trabalhos que, embora distintos em seus objetos de investigação, compartilham o compromisso com uma educação crítica, democrática e socialmente comprometida.
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Foucault entre os trágicos: leituras foucaultianas da tragédia grega
n. 18 (2026)Foucault entre os trágicos: leituras foucaultianas da tragédia grega, de Luciano Heidrich Bisol, investiga as intersecções entre a hermenêutica de Michel Foucault e a tragédia grega clássica. A obra encara o teatro ateniense como um dinâmico laboratório estético, onde se problematizam profundamente as relações de poder, a verdade, a sexualidade e a constituição da subjetividade ocidental. Estruturado em três ensaios, o volume começa por analisar a peça “Agamémnon”, de Ésquilo, demonstrando como a sexualidade opera enquanto dispositivo central de dominação e como o corpo feminino inscreve as mais diversas tensões políticas e cénicas. De seguida, o texto explora “Édipo em Colono”, de Sófocles, enfatizando a emergência do “cuidado de si” e a forma como o percurso de purificação do herói trágico antecipa a estética da existência foucaultiana. Por último, aborda-se o conceito de parresía — a coragem do dizer verdadeiro — em obras de Eurípides, como “Andrômaca” e “Íon”. O autor evidencia como este discurso emancipatório confere agência a sujeitos marginalizados, revelando as fissuras do sistema democrático ateniense. Deste modo, conclui-se que o palco grego constituiu o espaço inaugural onde o Ocidente ensaiou as suas complexas formas de subjetivação
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Entre letras e Vozes
n. 17 (2026)Fruto de debates, pesquisas e leituras críticas realizadas no espaço acadêmico, Entre letras e vozes: textos literários e a cultura brasileira é uma coletânea que reúne ensaios dedicados à investigação da literatura como expressão viva das múltiplas experiências que compõem a cultura brasileira. Organizada a partir de perspectivas diversas, a obra percorre autores, gêneros e linguagens distintos, articulando reflexões sobre temas como memória, identidade, cidade, erotismo, desigualdade social, mito, violência, subjetividade e resistência. Cada capítulo propõe um mergulho analítico em obras e autores clássicos e contem-porâneos, revelando como a literatura se constitui como espaço de escuta, crítica e reinvenção do real. Ao aproximar tradição e contemporaneidade, os textos evidenciam a potência da palavra literária em dia-logar com conflitos históricos, tensões sociais e di-lemas humanos universais. Mais do que reunir inter-pretações, a coletânea constrói um mosaico plural de vozes que, em suas diferenças, compõem um pano-rama sensível e crítico da produção literária brasileira. Assim, o livro convida o leitor a atravessar fronteiras entre texto e experiência, reconhecendo na literatura um território de reflexão, transformação e permanente travessia cultural.
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Frauta Agreste / Maria Antonieta Tatagiba - Traducción Ester Abeu V. de Oliveira
n. 16 (2026)O livro Frauta Agreste, de Maria Antonieta Tatagiba, publicado originalmente em 1927, representa um marco histórico por ser a primeira obra publicada por uma mulher no estado do Espírito Santo. A obra é composta por poemas que transitam entre as estéticas Simbolista e Parnasiana, apresentando uma métrica rigorosa e uma temática profundamente ligada à natureza e à vida rural da sua terra natal, São Pedro de Itabapoana. Através de uma linguagem lírica e contemplativa, a autora utiliza a metáfora da "frauta" (flauta) para exprimir a sua voz poética, que ressoa de forma suave e melancólica entre as montanhas e paisagens bucólicas. Os versos exploram elementos como o amanhecer, o entardecer, as serras e os costumes locais, revelando uma meditação íntima e uma estrutura mística sobre a existência espiritual e moral. Para além do seu valor literário, o livro carrega o legado de uma autora que foi também professora, diretora de escola e uma defensora ativa dos direitos e da dignidade da mulher na sociedade. A reedição fac-símile e a tradução bilingue em português e espanhol reafirmam a importância de Maria Antonieta Tatagiba como uma figura imortal da literatura brasileira, cujo talento foi interrompido precocemente pela tuberculose aos 32 anos de idade.
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LITERATURA E HUMANIDADES: NARRATIVAS EM TEMPOS DE INCERTEZAS
v. 15 n. 15 (2026)A coletânea Literatura e Humanidades: narrativas em tempos de incerteza propõe reunir textos que investiguem o papel da literatura na criação de sentidos diante das crises do presente. Interessa-nos pensar as narrativas literárias como atos de resistência simbólica, como espaços de escuta, memória e reconstrução ética, e como pontes entre saberes e sensibilidades.
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FALAS E FENDAS: CAMINHOS LITERÁROS PARA O SERTÃO
v. 14 n. 14 (2025)Falas e Fendas: caminhos literários para o sertão é uma coletânea de ensaios que investiga o Sertão para além da sua mera localização geográfica, tratando-o como um espaço simbólico de invenção, memória e resistência cultural. A obra aprofunda a análise desta região, enxergando-a como uma metáfora da complexa condição humana. Os artigos exploram temas recorrentes na literatura sertaneja, como a travessia, a luta social, a subjetividade e o crescente protagonismo feminino. Com uma perspectiva plural, que dialoga notadamente com autores como Guimarães Rosa e Ariano Suassuna, o livro convida o leitor a desvendar o Brasil profundo, múltiplo e humano contido nas "fendas" desse universo literário.
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RECORDAÇOES DE MUQUI / FRAUTRA AGRESTE
n. 13 (2026)Entre lembranças íntimas e registros coletivos, Recordações de Muqui: cidade menina em prosa e versos reconstrói, com sensibilidade e vigor literário, a memória de uma cidade do sul capixaba e das pessoas que a constituíram. A obra de Ester Abreu Vieira de Oliveira entrelaça crônicas, poemas e relatos que evocam a infância, a formação familiar e os valores transmitidos por gerações, revelando um universo marcado pela simplicidade, pela religiosidade e pelas tradições populares. Mais do que um livro memorialista, trata-se de um testemunho afetivo e cultural: personagens, festas, paisagens e episódios cotidianos ganham dimensão simbólica, transformando-se em arquétipos de uma época. A autora revisita o passado não como mera reprodução, mas como recriação viva, em que a saudade se torna linguagem e permanência. Ao percorrer essas páginas, o leitor é convidado a reconhecer, nas histórias de Muqui, fragmentos de sua própria memória — porque recordar, aqui, é também reinventar o tempo e reafirmar os vínculos entre identidade, pertencimento e afeto. (Wilbett Oliveira).
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PAIXÕES POR CLARICE: CRÍTICA LITERÁRIA E METALINGUAGEM
n. 13 (2025)Coletânea de ensaios sobre crítica literária e metalinugagem nas obras de Clarice Lispector