Recordações de Muqui: cidade menina em prosa e versos
DOI:
https://doi.org/10.56372/desleituras.v16i13.243Palavras-chave:
Memória, História, Muqui, Espírito Santo, ReminiscênciasResumo
Ester Abreu, em Recordações de Muqui, nos conta, em prosa e verso, a história de seus antepassados, desde o bisavô Pedro João Vieira Machado, de origem nobre, vindo de Valença, RJ, terra dos barões do café, para fundar, “Entre Boa Esperança, São Francisco e Entre Morros”, o Arraial do Lagarto, mais tarde, o povoado de São João do Muqui. A Fazenda de Entre Morros desse longevo bisavô, cuja lembrança concreta é um quadro na parede da sala do “Solar da Ester”, não faz parte, apenas, do imaginário dela, menina, que visitava a antiga senzala dos escravos, pegava as frutas no pé ou brincava no grande terreiro; também faz parte do meu, anos mais tarde. Meu avô morava em frente da casa dos pais da Ester, “casa cercada de verde, repleta de luz”; era início dos anos sessenta, e passava minhas férias lá, na chácara do vovô, em “Entre Morros”. Após a longa viagem, de jipe, de Ibitirama, na serra do Caparaó, até Muqui, o anúncio da chegada à cidade mágica, para mim, era a vista do velho solar da fazenda do seu bisavô. Tentava contar as janelas, mas era impossível! Para que tantas, perguntava meu coração, mas meus olhos não respondiam nada. (Por Francisco Aurelio Ribeiro).
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